Cansada de ser sentir prisioneira Antônia decidiu realizar um sonho antigo, não aquele que cultivara quando criança, de partir para uma ilha deserta, mas um sonho de adolescência: morar sozinha.
A parte mais difícil, claro, foi contar sobre tal decisão a seus pais. Sua mãe, doce como um mel, “compreendeu”; mas as últimas palavras que a pobre jovem ouviu de seu pai antes de partir rumo à liberdade foram “esqueça que eu existo”. Ainda assim Antônia foi. Foi com um sentimento dual de medo e felicidade. Medo do desconhecido. Felicidade pela liberdade.
Sua decisão foi, desde o princípio, milimetricamente planejada. Durante inacabáveis 22 meses Antônia economizou - e pesquisou - ao máximo que pôde. Quando se mudou a jovem, sedenta por independência, teve condições financeiras de morar num bairro de classe média; numa rua bacana, arborizada, limpa e calma.
A sensação de ser dona do próprio nariz, do próprio apê e das próprias regras deixou Antônia em estado de êxtase. Antônia estava tão animada que, na primeira semana na casa nova, já havia decorado a sala e o quarto principal - num estilo total clean!
Como diz o ditado, “nem tudo são flores” e Antônia não fugiu à regra. A moça logo percebeu que equipar uma casa não era algo, assim, tão simples. Antônia quase teve um infarto ao descobrir que uma vassoura piaçava de cabo de plástico custava R$ 11,97 – quase um por cento de sua renda mensal!
Pior foi ver numa vitrine a cobiçada bolsa Hermès Orange Ostrich Gold em promoção, entrar na loja e dar meia-volta ao se lembrar da dívida que acabara de obter com a compra de caixas e mais caixas de piso porcelanato para seu doce-lar.
Antônia ainda não se acostumou. Em dias nostálgicos ela se lembra de seus pais, da companhia de seu antigo cachorro e das brigas com a irmã. Antônia lembra de tudo isso com muita saudade. Chora. Chora mais uma vez, e logo se ergue novamente.
O que dá força para Antônia seguir nessa nova fase de sua vida é a liberdade. É o desejo de ser como um pássaro: livre pra voar!
O que acontecerá com ela? Não sei. São cenas do próximo capítulo! =)
By Huandra Siqueira
Escrito em: 22/02/2011
A parte mais difícil, claro, foi contar sobre tal decisão a seus pais. Sua mãe, doce como um mel, “compreendeu”; mas as últimas palavras que a pobre jovem ouviu de seu pai antes de partir rumo à liberdade foram “esqueça que eu existo”. Ainda assim Antônia foi. Foi com um sentimento dual de medo e felicidade. Medo do desconhecido. Felicidade pela liberdade.
Sua decisão foi, desde o princípio, milimetricamente planejada. Durante inacabáveis 22 meses Antônia economizou - e pesquisou - ao máximo que pôde. Quando se mudou a jovem, sedenta por independência, teve condições financeiras de morar num bairro de classe média; numa rua bacana, arborizada, limpa e calma.
A sensação de ser dona do próprio nariz, do próprio apê e das próprias regras deixou Antônia em estado de êxtase. Antônia estava tão animada que, na primeira semana na casa nova, já havia decorado a sala e o quarto principal - num estilo total clean!
Como diz o ditado, “nem tudo são flores” e Antônia não fugiu à regra. A moça logo percebeu que equipar uma casa não era algo, assim, tão simples. Antônia quase teve um infarto ao descobrir que uma vassoura piaçava de cabo de plástico custava R$ 11,97 – quase um por cento de sua renda mensal!
Pior foi ver numa vitrine a cobiçada bolsa Hermès Orange Ostrich Gold em promoção, entrar na loja e dar meia-volta ao se lembrar da dívida que acabara de obter com a compra de caixas e mais caixas de piso porcelanato para seu doce-lar.
Antônia ainda não se acostumou. Em dias nostálgicos ela se lembra de seus pais, da companhia de seu antigo cachorro e das brigas com a irmã. Antônia lembra de tudo isso com muita saudade. Chora. Chora mais uma vez, e logo se ergue novamente.
O que dá força para Antônia seguir nessa nova fase de sua vida é a liberdade. É o desejo de ser como um pássaro: livre pra voar!
O que acontecerá com ela? Não sei. São cenas do próximo capítulo! =)
By Huandra Siqueira
Escrito em: 22/02/2011
Ei minha escrito favorita, já estava com saudadss da Antonia! beijoo
ResponderExcluirSuy
Se eu blog fosse uma empresa diria que ela está precisando de um planejamento estratégico e de uma definição do portfólio, rs!
ResponderExcluirThiago
Thiago,
ResponderExcluirNão! Sem regras, sem planejamento, sem definição. Aqui é o único lugar do mundo que eu posso fazer (escrever) o que me der na telha. Deixa eu ser feliz? rs
MAS como vc é leitor e TEM espaço aqui, eu coloquei "marcadores" nos posts. Agora eles estão organizados por "tema". Acho q ficou mais organizadinho agora! rs
Fica com Deus, migo! Sua opinião é sempre bem-vinda!
DICA: não entenda 'Antônia' ao pé da letra!
antonia e um ensinamento, devemos buscar nossos sonhos e nossa felicidade. Mas, como tudo na vida, nada e tao simples.
ResponderExcluirOs obstaculos sao aquilo que vemos, quando nos perdemos em nossos objetivos.
Boa sorte a Antonia.
Obs: nao tenho acento no celular.
humm...
ResponderExcluirparece interessantee, vou acompanhar essa história...
Îmi place cum învingem spațiul deocamdată, mișcându-ne atât de exact și rapid intre tari, continente, oceane și cer. E fantastic, fiindcă atunci când ne oprim, ne oprim tot într-un colt de suflet!
ResponderExcluirGente, esse último comentário foi de uma pessoa da Romênia (caso queriam saber o que está escrito)rs
ResponderExcluirMultumesc pentru comentariu, Ionel!
Gostei da parte da vassoura... Se tivesse um cabo de madeira, o preço cairia pela metade. Se Antônia precisar, ajudo na economia doméstica! rs Bjo
ResponderExcluirOi florzinha!
ResponderExcluirTá linda a nova foto no perfil.
Gostei da história da Antonia, vou acompanhar.
Beijinhos.
Que história boa essa da Antônia, adorei!
ResponderExcluirEstou ansiosa para ler os próximos capítulos. ;)
Beijos
Olá,
ResponderExcluirPor um momento pensei que você havia esquecido a "Antonia", interessante essa nova fase, pois quando estamos na casa dos pais tudo é muito bom, temos a impressão de que tudo é de graça, e ao tomar a decisão de morar sozinho, vemos o tão alto preço que se paga.
Aguardo as cenas do próximo capítulo.
Um abraço
Edylson.
Olá Edylson! Por um momento pensei que vc tinha abandonado o blog. Que bom que voltou! rs
ResponderExcluirRi muitoo com o comentário do Guilheme, poode deixar q passou seu recado pra Antônia! rsrs
Meninas (Jenny, Jessica, Cida e Ju) ameei o comentário de vcs. Em breve teremos + capítulos de "Antônia"! hehehe
Oi Huandra,
ResponderExcluirseu blog é muito delicado... Um mimo ! Agradeço o carinho de sua visita e comentário e o interesse em acompanhar meu trabalho com a poesia infantil. Seja sempre bem vinda aos meus espaços poéticos.Bj.