Após um longo voo lá
estava eu na Cidade Luz.
O
corpo afadigado só podia ser abafado pelo peso das minhas malas.
Como
consegui colocar tanta roupa em tão pouco espaço?
A
minha vontade era de desmaiar. Eu estava muito cansada!
Mas,
de repente, ouvi uma voz vagamente conhecida me chamando.
Quem
poderia ser? Eu não viajei para tão longe pra ser reconhecida!
E,
naquela fração de segundos entre o som do chamado e a virada de rosto, pensei
na infinidade de pessoas que já conheci, a fim de detectar o dono daquele
timbre.
Quando
virei, o calafrio! Como poderia ser? Já se passaram tantos anos. Dez? Doze?
Quinze?
Ah,
já não sabia! A minha cabeça estava fraca demais pra raciocinar e a minha
preocupação era apenas em contracenar. Eu precisava transparecer normalidade!
Puxa!
O rosto dele já não era mais o mesmo. Haviam traços de masculinidade
confrontados pelas linhas do tempo. Meu Deus! Será que ele pensou o mesmo
de mim? Mesmo depois do uso de tantos cosméticos faciais?
O
seu terno, assinado por 'William Westmancott', denunciava o motivo de sua
presença naquele aeroporto: só podia ser a negócios.
Ufa!
Ainda bem que eu vestia um tubinho preto 'Versace'.Tudo graças à minha mãe.
Tenho que agradecê-la infinitamente por ter me feito trocar de roupa.
Eu
gosto mesmo é de viajar com peças leves, confortáveis, mas Paris é Paris, nisso
ela tinha razão.
Agora
estou aqui, feito marionete do tempo e do espaço... De frente pra ele...!
By
Hu Siqueira

Curiosa pra saber como a história correra
ResponderExcluirSue