sexta-feira, 1 de abril de 2016

Obscuridad

Que garantia temos?
Quem vai
Pode nunca voltar.
Quem volta
Pode não ter chegado.
O nosso único porto,
Solidificado,
Está no desapegar...
E partir de vez em quando
Sem malas nas mãos.
Falha é a memória,
Mas ao avistar esta áurea
Você já o fez...
Em uma nova viagem,
Um livro em branco...
Sem necessidade de certezas
Porque o ego busca verdades
O espírito não.
Ele já sabe...
Sabe pra que veio,
E pra onde vai...
Enquanto a matéria grita
Ditando regras,
Limitando espaços,
Selecionando fatos
Pra te paralisar.
O fluxo caminha

Para seu destino.


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