quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Inexistência

Sei que posso tocar o inalcançável,
Atingir o desconhecido.
Recorro à lembranças imaginárias
Lacunas vazias, cartas amareladas.
Um vulto do que nunca existiu.

Sei e vou me atirar numa rede,
Deixar o tempo rolar.
Ver os decênios à minha frente
O que pôs meu mundo de pernas pro ar
É fruto do que nunca existiu.

Sei que fui aquecida à distância,
Amparada pela ausência.
Em sonho ouvi a campainha soar
Um banquete estava preparado
Pena que nunca existiu.

By Huandra Siqueira

2 comentários:

  1. Hu! Seu blog é um mimooooo... Impressionante como visitando os espaços das pessoas, podemos ver como um rx delas... suas palavras são meigas, muito ternas, em muito nos parecemos...Darei um pulinho aqui sempre... Obrigada pela visita e pelas palavras! bjos!

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  2. Olá linda Huandra!!

    Deus é contigo,

    Obrigada por estar em meu blog.

    beijos
    Suely

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