Ao som de "Era
um garoto que como eu" me desloco ao passado. Sempre tive paixão por
músicas que continham histórias, histórias que me permitiam visualizar o enredo
cantado. Músicas que iam além de palavras combinadas, encaixadas para
rimar.
Lembro
que pulava a janela que dava para a casa da minha tia, que tinha muitos discos
dos anos 80/90. Eu sentava, quietinha, em um canto qualquer da casa para
escutar as músicas que ela selecionava. Isso porque eu era proibida de
cantar canções que não falassem de Deus e religião.
Eu
podia até não gesticular as palavras com os lábios, podia não me mover ao ritmo
da melodia. Aparentemente, eu estava distante, indiferente. Mas por dentro...
Ah, por dentro tudo em mim estava vivendo plenamente o momento.
Por
dentro, eu era livre para ser simplesmente quem eu quisesse ser. Livre para
cantar o que me desse na telha, sem amarras e imposições. E isso era
libertador!
Desde
muito cedo eu aprendi que toda a repressão que existe em meu mundo pode ser
convertida em liberdade... E isso só depende de MIM! Ser quem eu quiser ser
está no meu controle... e isso me fascina.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Leitor, este é o SEU espaço para comentários. Não deixe também de comentar nos posts antigos. Todas as mensagens são lidas com muito carinho! ς੭